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Fausto e o Dia em que eu Quase Fui Livre

Série: O que Marlowe sabia sobre criatividade — Artigo 1 Existe um momento na História Trágica do Doutor Fausto , de Christopher Marlowe, em que o personagem ainda não assinou nada. Não vendeu a alma. Não fez nenhum pacto. Está sozinho em seu escritório, rodeado de livros que já não respondem suas perguntas, e começa a imaginar em voz alta o que seria possível se nenhuma corrente existisse: "Vou ordenar aos espíritos que realizem tudo o que eu deseje. Que respondam a todas as minhas dúvidas. Que executem toda tarefa, por mais extraordinária, que eu determinar." É o sonho antes do preço. A maioria das pessoas lê esse trecho e já enxerga o começo da queda. A soberba. O orgulho que vai custar tudo. Eu li e reconheci outra coisa. Liberdade. Não o poder em si — mas a sensação de que finalmente nada vai te segurar. Que você vai poder fazer o que precisa ser feito sem pedir licença, sem esperar a vez, sem depender de quem não aparece, sem precisar convencer ninguém de que s...

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