ARQUIVO CONFIDENCIAL
CRÍTICO INTERNO
O CRÍTICO INTERNO EM ARQUIVO
Edição #01 — 26 de abril de 2026
Marvel finalmente pediu desculpas… e entregou uma sacola de produtos quase vencendo (com defeito de fábrica incluso)
Depois de cinco anos servindo refugo multiversal pro fã, o Quarteto Fantástico: Primeiros Passos chegou aos streamings como aquele ex que volta dizendo “eu mudei, prometo”.
A Marvel tentou fazer cara de arrependida.
Quase conseguiu.
O filme tem seus lances bons, sim.
Tem visual retro-futurista dos anos 60 que dá vontade de morar no Baxter Building, tem o Ben Grimm finalmente com cara de monstro de pedra… mas aí para por aí.
Nenhum.
Reed Richards é obcecado, chato pra caralho e nunca age como líder.
Ele é só um pouco menos insuportável que o Reed do Multiverso da Loucura.
E ainda olha pro próprio filho como se fosse um experimento de laboratório.
A Sue, só pega o bebê no colo quando vai discursar pra plateia — um abraço rápido, olhar de mãe empoderada e tchau.
O mais engraçado (e triste) é que, quando estava grávida, ela deu uma bronca épica no Reed depois de ver o robô montando o berço: “Você que tem a obrigação de montar o berço, ao invés de ficar fazendo as coisas de gênio que você faz”.
Resultado?
O menino recebe mais carinho real do Coisa e do Johnny Storm do que da própria mãe.
Johnny fica perdido entre galã de meia-tigela e pesquisador dedicado que aparece por 12 segundos e some. E o uniforme do Ben?
Nunca rasga.
Parece feito de meia Vivarina daqueles anos 90: indestrutível, não desbota e aguenta até o fim do mundo.
Resumo do crítico interno: Isso não foi um pedido de desculpas.
Foi liquidação de estoque com preço de “quase novo”.
Tem coisa boa na sacola, mas o pacote inteiro fede a “vamos entregar algo seguro antes que o público peça reembolso”.
A Marvel poderia ter usado o filme pra olhar no espelho e dizer: “Desculpa pelos últimos cinco anos de conteúdo lixo. Vamos consertar isso direito.”
Em vez disso, entregou um “primeiro passo” que parece mais um passo de caranguejo: bonitinho, inofensivo, com cheirinho de nostalgia… mas sem coragem nenhuma.
E o mais irônico?
O filme ainda funciona melhor que boa parte do que saiu nos últimos anos.
O que diz muito mais sobre o estado da Marvel do que sobre o próprio Quarteto.


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